sábado, março 28, 2009

A mala

Estou de partida.
Recolho meus nada,
deixo tudo para trás.
Desarrumo o sótão,
revolvo os entulhos,
em busca de algo mais.
A mala vazia
está sobre a cama.
E, sozinha me espia.
Não levo lembranças,
não quero saudade.
Eu quero esperança
de uma nova idade.
Repenso.
Procuro.
Abro caixas,
gavetas.
E a mala vazia.
Projeto minha ida.
Estou de partida,
eu quero paz.
Resolvo.
Nem ela quero levar.


1999

Um comentário:

cezarina disse...

Adorei esta tua poesia!Ela nos diz,ela nos fala de uma mulher que sofreu,que amou,que viveu...Mulher forte,sofrida,que transforma suas dores e desilusões em lindos versos, que vão perfumando as nossas horas,todas as horas,com o suave perfume da Esperança...
Parabéns,amiga!Bjos!