sexta-feira, dezembro 27, 2013

Classipoetificados

O Poder




  entra a tu casa
 pisa  tus flores,
calla tu voz.




Vida doméstica





 Ela: despertava antes do sol, preparava o café, acordava as crianças, lavava a louça, varria a casa, lavava a roupa de todos , passava, cerzia. Deixava tudo sempre igual: limpo, arrumado, roupa guardada. Todos os cuidados.
Ele: levantava em cima da hora, tomava o café em pé, saia apurado, dormia no ônibus, lia o jornal, trabalhava, tomava uma cerveja com amigos. Retornava às 19 horas. Entrava em casa sem dizer a nem b. Sentava no sofá via o jornal.
Ela: Servia a janta, colocava as crianças na cama. Sentava para ver a novela.
      E comentava: - Estou exausta.
Ele: Jantava. Sentava e mudava para o canal do futebol.
      - Não faz nada todo dia e se cansa. Queria ficar no seu lugar. –reclama.
No outro dia.
Ela: Saiu para trabalhar fora.
Ele: Fez trabalho da casa.
No fim do dia.
Ela: Entra em casa assobiando.
Ele: Contratou uma empregada

sábado, junho 22, 2013

Segredos do mar




Que segredos tem o mar
que traz no seu vai e vem
da onda que quebra na praia
com notícias de alguém.
A onda no seu sussurro
murmurou pra maresia,
cochichou  pra gaivota,
que foi contar o que ouvia.
Escutou tudo a andorinha,
que estava pousada no fio
e a notícia correu solta
e fez toda a travessia.
 IsiCaruso

quarta-feira, junho 12, 2013

Ronda de luna.


 
ilustração de Pito Campos 

La luna salió de ronda,
a espiar por las ventanas,
en su paseo  nocturno
de chismeo tenía ganas.

Miró en la iglesia vacía
las velas que allí quemaban
promesas hechas en el día
y ella las anotaba.

Miró en los bares bohemios
donde gente sin destino,
ahogaba ahí sus penas
entre copas de vino. 

Miró por una ventana abierta
y con su luz  curiosa
iluminó la hoja quieta,
donde letras dormidas
acunaban al poeta.

texto:IsiCaruso

quarta-feira, maio 08, 2013

Teia da vida


Olga Fonseca


Na vida que a gente faz,
a alegria é balsamo para a alma,
desperta e faz flutuar.
Preocupação aprisiona pensamentos,
torna a energia irregular, causa descompasso.
Remoer pensamentos nos coloca na roda,
faz-nos sentir vítima, nos aprisiona.
Tristeza é como chuva que inunda,
cria lodo causa  estagnação.
Medo nos paralisa e afunda.
O choque nos  move e impulsiona.
Seja você mesmo, faça-se feliz,
libere seus passos, seus espaços,
somente assim fará o mundo melhor.

quinta-feira, março 14, 2013

Poesia



 POESIA
Bem-aventurado o dom da poesia
que pode entre palavras,
ora quentes,
ora frias,
expressar o que traduz a alma,
transbordando de tristeza,
explodindo de alegria.
Bem-aventuradas as palavras,
que através da poesia
fazem renascer o amor,
realizando os sonhos
e as quimeras,
apaziguando o ódio,
que a muitos desespera.
Bem-aventurada a poesia,
que pode expressar com harmonia
o que , com cores,
luzes,
gestos,
sincronias,
nos dizem as palavras :
quentes,
mornas,
frias.
IsiCaruso
1987

segunda-feira, fevereiro 18, 2013