en rebanadas,
el sol de las mañanas
rasga los ojos.
Isiara Mieres Caruso
Escrever é uma maneira de pensar no papel... Para atrever-se a escrever é preciso disposição de abrir-se à mirada do outro, reconhecer-se como sujeito aprendente, como sujeito autor, como sujeito pensante, para que outros questionem seu pensamento concorde ou não com ele ou até mesmo apenas o apreciem como quem aprecia a uma obra de arte. Isiara Caruso
domingo, setembro 24, 2006
sexta-feira, setembro 15, 2006
Anos passados
Que coisa boa,
conversar, rir à toa,
lembrar da vida que seguiu
àquela que se dividiu na esquina,
que nos perdeu em horizontes,
e nos fez viver distantes
do sonho que nos unia
nos bons tempos de guria.
Uma tarde, um sofá,
ou melhor dois,
nós duas
e entre nós o tempo,
os anos dourados,
muitos fatos, muitos atos,
muita chuva, muito sol,
muito amor, tanta dor.
Dois caminhos
divididos, separados.
Muito carinho
há muito compartilhado
e agora reencontrado:
na palabra
na poesia
no retrato,
no relato.
Perdemos “as asas de cera”
Ganhamos, alçamos vôo.
De Isiara
Para a amiga Inara Passos
conversar, rir à toa,
lembrar da vida que seguiu
àquela que se dividiu na esquina,
que nos perdeu em horizontes,
e nos fez viver distantes
do sonho que nos unia
nos bons tempos de guria.
Uma tarde, um sofá,
ou melhor dois,
nós duas
e entre nós o tempo,
os anos dourados,
muitos fatos, muitos atos,
muita chuva, muito sol,
muito amor, tanta dor.
Dois caminhos
divididos, separados.
Muito carinho
há muito compartilhado
e agora reencontrado:
na palabra
na poesia
no retrato,
no relato.
Perdemos “as asas de cera”
Ganhamos, alçamos vôo.
De Isiara
Para a amiga Inara Passos
sábado, setembro 09, 2006
quarta-feira, agosto 30, 2006
Quando...
Quando eu for manhã,
manhã recém despertada,
serei orvalho
que caiu na madrugada,
serei aurora
ainda adormecida,
serei tu'alma enamorada.
Isiara Mieres Caruso
30/08/2006
manhã recém despertada,
serei orvalho
que caiu na madrugada,
serei aurora
ainda adormecida,
serei tu'alma enamorada.
Isiara Mieres Caruso
30/08/2006
domingo, agosto 27, 2006
O tempo
Lá atrás daquele morro
passa o tempo e a hora,
também passam todos sonhos
dizem adeus e vão embora.
Lá atrás daquele tempo,
passa o sonho, passa a hora,
também passam fantasias
dizem adeus e vão embora.
Bem atrás daquela hora
passa o sonho, passa o tempo.
Passam ali e pela vida
dizem adeus e vão embora.
Isiara Mieres Caruso
passa o tempo e a hora,
também passam todos sonhos
dizem adeus e vão embora.
Lá atrás daquele tempo,
passa o sonho, passa a hora,
também passam fantasias
dizem adeus e vão embora.
Bem atrás daquela hora
passa o sonho, passa o tempo.
Passam ali e pela vida
dizem adeus e vão embora.
Isiara Mieres Caruso
domingo, agosto 13, 2006
sábado, agosto 05, 2006
Lágrima

A palabra é vida,
traduz a alma em letras
pinta a vida em poesia.
A palavra é
ora morna,
por vezes fria,
quente,
escaldante talvez.
Porém se ferida,
ela, a palavra, escorre
se transforma em lágrima
ora morna,
traduz a alma em letras
pinta a vida em poesia.
A palavra é
ora morna,
por vezes fria,
quente,
escaldante talvez.
Porém se ferida,
ela, a palavra, escorre
se transforma em lágrima
ora morna,
quiçá fria,
quente,
escaldante outra vez.
Derretida!
Isiara Mieres Caruso
quente,
escaldante outra vez.
Derretida!
Isiara Mieres Caruso
Desenho de Ana Paula Caruso
30/07/2006
30/07/2006
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