quinta-feira, novembro 08, 2012

Miniconto


Zé da Banguela


Vive em ponto morto.
Sem saber que rumo tomar.
Foi ser caminhoneiro, com caminhos traçados.

 

terça-feira, setembro 25, 2012

Eu escritor



Uma página meu desafio.
As frases meu universo.
Cato as palavras, esquartejo-as, corto.
Interrompo uma frase no meio mas, num corte não aleatório.
Enfio o dedo no buraco da frase e viro-a do avesso,reviro-as uma por uma, lanço luz sobre elas.
O outro lado será possível,depois dos primeiros avessamentos?
Agarro-me às palavras, mas elas escorregam pelos vãos; as repetidas, as falhadas,
as engraçadas enfim, todas.
Vai a primeira desvirada, depois outra,outra mais... enfim dezenas.
- Tem frase atravessada na memória...
Estarão gastas as palavras?
Fica um ponto de interrogação.
Não só numa frase, mas no emaranhado delas.
São muitos os emaranhados, pedirei palavras emprestadas, reescreverei a história.

IsiCaruso
24/09/12

Texto inspirado em:http://www.costurandopalavras.com.br/2012/09/sobre-tecnica-da-psicanalise.html#links

segunda-feira, agosto 13, 2012

Atemporal




Andava sempre adiante de seu tempo.
Olhava atrás de si e via que as coisas recém começavam a acontecer quando já voltava com novas ideias, porém morreu na contramão atropelada pelo relógio.

IsiCaruso

quarta-feira, julho 18, 2012

classipoetificado


Reviso textos, ortografia, concordância,sintaxe e pontuação.
Seus erros passados dependem de sua revisão.
 IsiCaruso

sábado, abril 28, 2012

cadeira balançadeira


Uma vovó na cadeira
tece, fia, borda e caseia ,
balança-se de noite e de dia,
suspira da manhã ao meio-dia!
Ai pobre cadeira balançadeira.