segunda-feira, outubro 17, 2016

Um País se faz com homens e livros

Dia 13 de outubro recebi o maior presente que um escritor pode ter, ver seu livro funcionando como texto base de um projeto realizado pela turma 42 da Escola Municipal Vista Alegre da Cidade de Cachoeirinha, Prof.ª Odete M. Fofonka.
Neste momento, depois de tantos anos atuando na área da educação, podemos demonstrar que através do trabalho em sala de aula, que a Literatura dá asas e criança que gosta de ler pode conhecer o mundo através das páginas dos  livros.

Fica aqui um pedido aos políticos brasileiros, não recortem investimentos em educação ou estarão lançando o Brasil no pior momento de sua história presente e futura. Já disse Lobato em sua iluminada vida de brasileiro ilustre: " Um país se faz com homens e livros".
















quarta-feira, setembro 14, 2016

SINTO VERGONHA DE MIM - Poesia de Rui Barbosa

RUI BARBOSA - um dos intelectuais mais brilhantes do seu tempo, foi um dos organizadores da República e coautor da constituição da Primeira República juntamente com Prudente de Morais. Rui Barbosa atuou na defesa do federalismo, do abolicionismo e na promoção dos direitos e garantias individuais. (Wikipédia).  Deixou-nos esta pérola, infelizmente, perfeita para o momento atual.
Como ele sinto vergonha de mim.






Sinto vergonha de mim
por ter sido educador de parte deste povo,
por ter batalhado sempre pela justiça,
por compactuar com a honestidade,
por primar pela verdade
e por ver este povo já chamado varonil
enveredar pelo caminho da desonra.

Sinto vergonha de mim
por ter feito parte de uma era
que lutou pela democracia,
pela liberdade de ser
e ter que entregar aos meus filhos,
simples e abominavelmente,
a derrota das virtudes pelos vícios,
a ausência da sensatez
no julgamento da verdade,
a negligência com a família,
célula-mater da sociedade,
a demasiada preocupação
com o 'eu' feliz a qualquer custo,
buscando a tal 'felicidade'
em caminhos eivados de desrespeito
para com o seu próximo.

Tenho vergonha de mim
pela passividade em ouvir,
sem despejar meu verbo,
a tantas desculpas ditadas
pelo orgulho e vaidade,
a tanta falta de humildade
para reconhecer um erro cometido,
a tantos 'floreios' para justificar
actos criminosos,
a tanta relutância
em esquecer a antiga posição
de sempre 'contestar',
voltar atrás
e mudar o futuro.

Tenho vergonha de mim
pois faço parte de um povo que não reconheço,
enveredando por caminhos
que não quero percorrer...

Tenho vergonha da minha impotência,
da minha falta de garra,
das minhas desilusões
e do meu cansaço.

Não tenho para onde ir
pois amo este meu chão,
vibro ao ouvir o meu Hino

e jamais usei a minha Bandeira
para enxugar o meu suor
ou enrolar o meu corpo
na pecaminosa manifestação de nacionalidade.

Ao lado da vergonha de mim,
tenho tanta pena de ti,
povo deste mundo!

'De tanto ver triunfar as nulidades,
de tanto ver prosperar a desonra,
de tanto ver crescer a injustiça,
de tanto ver agigantarem-se os poderes
nas mãos dos maus,
o homem chega a desanimar da virtude,
A rir-se da honra,
a ter vergonha de ser honesto'.


Rui Barbosa

terça-feira, agosto 09, 2016

Cocorotti



Cocorotti acaba de levantar voo do “Centro Vecinal Miguel Muñoz A”, onde foi contar sua história aos amiguinhos da classe de artes da professora Antonella.
Passamos momentos bem legais, no final estes pequenos artistas desenharam detalhes importantes da vida deste Galo famoso da Filarmônica de Galópolis.
Adoraram as imagens da Monika Papescu.



 

sexta-feira, julho 08, 2016

Amor y "saudade"


No quisiera estar así,

la vida se parte y reparte

en mil pedazos de mí,

trozos que se juntan

en lo que soy y siento

en lo que vivo y revivo

en cada momento de mi vida.

Lejos y cerca se oponen

al mismo tiempo que se unen

haciéndose astillas en mi ser.

Como estar y no estar?

Difícil el arte de amar

y de sentir “saudade”.



 


quinta-feira, junho 23, 2016

Experiência de quase vida



Um túnel longo e uma luz lá no final. Parecia um daqueles dos relatos de experiência de quase morte que de vez em quando ficam na moda. Começou a lembrar então... carro...carro na contra mão... freios... sirene... Foi isso então! Aquilo era uma das tais experiências de quase... ops, será que é só quase mesmo? Mas que diferença vai fazer saber disso agora, seja quase ou completa, não mandava na experiência.

E exatamente como dizem “passou um filme da minha vida diante dos meus olhos”, e nesse caso se o filme tivesse um nome seria: Quase. O quase banho de chuva, o quase tombo de bicicleta na infância. O medo sempre deixara tudo no quase, na adolescência também, o quase fora daquela guria ( nunca vai saber se ia levar um fora mesmo, ficou só no quase...), a quase banda. E depois de adulto não mudou muito, quase mudança de emprego que talvez tivesse melhorado sua vida.

Agora vozes:

- Ernesto, Ernesto... abre os olhos!

Estava numa sala de emergência, tipo essas dos filmes, um tubo enfiado na goela por onde respirava, não dá para falar, vontade de tossir, mas também não dava.

A morte também ficou no quase...

Rogério Caruso