o mundo move sabores,
sabores que semeiam gostos,
gosto se fazem amores,
amores se fazem sementes,
sementes de desamores.
Escrever é uma maneira de pensar no papel... Para atrever-se a escrever é preciso disposição de abrir-se à mirada do outro, reconhecer-se como sujeito aprendente, como sujeito autor, como sujeito pensante, para que outros questionem seu pensamento concorde ou não com ele ou até mesmo apenas o apreciem como quem aprecia a uma obra de arte. Isiara Caruso
quinta-feira, junho 21, 2007
quinta-feira, junho 07, 2007
Escrito para meu filho Rogério quando fez 33 anos!
Trinta e três
“Diga trinta e três”
Agora é tua vez!!
Vamos lá,
sem duvidar:
conta trinta e três estrelas,
e faz um pedido,
dá trinta e três beijos em quem ames
e diga-lhe num sussurro ao ouvido,
“te amo”,
dá trinta e três sorrisos
às primeiras trinta e três pessoas que vires,
e ele naõ se apagará jamais de teus lábios
e se multiplicarão,
voltarão à ti,
lembra trinta e três momentos felizes,
(os melhores)
e acende uma velinha por cada um deles,
Dá trinta e três abraços,
(no dia de hoje)
e te sentirás pleno de felicidade.
Vivestes já trinta e três anos de tua vida.
Daqui em diante lembra de:
viver sem perder teus sonhos,
construir teu próprio destino,
pensar com toda tu’alma,
dormir com tua paz,
e amar com todo teu coração
como se foras sempre um menino,
o meu menino.
Te amo muito
Mami Isi
27/11/2004
“Diga trinta e três”
Agora é tua vez!!
Vamos lá,
sem duvidar:
conta trinta e três estrelas,
e faz um pedido,
dá trinta e três beijos em quem ames
e diga-lhe num sussurro ao ouvido,
“te amo”,
dá trinta e três sorrisos
às primeiras trinta e três pessoas que vires,
e ele naõ se apagará jamais de teus lábios
e se multiplicarão,
voltarão à ti,
lembra trinta e três momentos felizes,
(os melhores)
e acende uma velinha por cada um deles,
Dá trinta e três abraços,
(no dia de hoje)
e te sentirás pleno de felicidade.
Vivestes já trinta e três anos de tua vida.
Daqui em diante lembra de:
viver sem perder teus sonhos,
construir teu próprio destino,
pensar com toda tu’alma,
dormir com tua paz,
e amar com todo teu coração
como se foras sempre um menino,
o meu menino.
Te amo muito
Mami Isi
27/11/2004
sábado, maio 12, 2007
calma
Para que ter pressa
se igualmente a vida passa
se tudo acontece a seu tempo
e se o tempo de tudo está pautado
e se o encantamento é vivê-la a cada passo
e...
se quebrar o rítmo e o compasso
...o andar...
estará comprometido
...o olhar...
ficará menos detido
...a voz...
se perderá no espaço
e o prazer do momento,
perdido?
Isiara
Para que ter pressa
se igualmente a vida passa
se tudo acontece a seu tempo
e se o tempo de tudo está pautado
e se o encantamento é vivê-la a cada passo
e...
se quebrar o rítmo e o compasso
...o andar...
estará comprometido
...o olhar...
ficará menos detido
...a voz...
se perderá no espaço
e o prazer do momento,
perdido?
Isiara
domingo, abril 29, 2007
O Eco do oco
Ando meio sem rima nos últimos tempos, não sei se perdi a poesia ou ela se perdeu de mim. Talvez as coisas andaram caminhando em agonia, quiçá, não sei. Sei lá...da perda...da orfandade...
Mas agora que só resta a nostalgia, não poderia assim deixar a pena cair da mão, por “pena”de mim ou por ...sei lá porque...não sei..
Ando remexendo no tacho das memórias frias, quem sabe seja isto o que me está trançando as fantasias, as lembranças, meu ser criança de outros tempos, outras auroras, outros carnavais que não sambei...
As palavras se perdem em oco, não em vazio ou em nada, mas num oco cheio de eco, cheio de sons e cheiros: de Maria Fumaça na praia...pipoca, do doce da Sol de Ouro, domingo de tarde, de matiné de cinema no Sete ou no Carlos Gomes, daquela ovelhinha de Páscoa..., candy da Tamandaré...o amendoim da maquininha de Trem na frente do cinema...do grito na calçada...”tem pão quente”..”mamãe dá licença?...quantos passos”...
Quantas voltas deu o mundo, em que volta a gente se perde da infância que se vai e não a vemos partir?
A despedimos um dia (a infância) e nos pusemos a buscar novos caminhos, nosso horizonte e nos fomos distanciando da simplicidade do ser criança e acabamos, como todos nos perdendo no adulto que somos hoje. Aí por vezes paramos olhamos para trás e perguntamos: “Mamãe quantos passos?” e ninguém mais responde...agora nós é que temos que responder..."um miudinho” (para que o gurí ou a guría não corram tanto)...
E aí saio eu a buscar as rimas...
Isiara Mieres Caruso
07/02/2007
Isiara Mieres Caruso
07/02/2007
Ando meio sem rima nos últimos tempos, não sei se perdi a poesia ou ela se perdeu de mim. Talvez as coisas andaram caminhando em agonia, quiçá, não sei. Sei lá...da perda...da orfandade...
Mas agora que só resta a nostalgia, não poderia assim deixar a pena cair da mão, por “pena”de mim ou por ...sei lá porque...não sei..
Ando remexendo no tacho das memórias frias, quem sabe seja isto o que me está trançando as fantasias, as lembranças, meu ser criança de outros tempos, outras auroras, outros carnavais que não sambei...
As palavras se perdem em oco, não em vazio ou em nada, mas num oco cheio de eco, cheio de sons e cheiros: de Maria Fumaça na praia...pipoca, do doce da Sol de Ouro, domingo de tarde, de matiné de cinema no Sete ou no Carlos Gomes, daquela ovelhinha de Páscoa..., candy da Tamandaré...o amendoim da maquininha de Trem na frente do cinema...do grito na calçada...”tem pão quente”..”mamãe dá licença?...quantos passos”...
Quantas voltas deu o mundo, em que volta a gente se perde da infância que se vai e não a vemos partir?
A despedimos um dia (a infância) e nos pusemos a buscar novos caminhos, nosso horizonte e nos fomos distanciando da simplicidade do ser criança e acabamos, como todos nos perdendo no adulto que somos hoje. Aí por vezes paramos olhamos para trás e perguntamos: “Mamãe quantos passos?” e ninguém mais responde...agora nós é que temos que responder..."um miudinho” (para que o gurí ou a guría não corram tanto)...
E aí saio eu a buscar as rimas...
Isiara Mieres Caruso
07/02/2007
Isiara Mieres Caruso
07/02/2007
domingo, abril 22, 2007
A voz do silêncio
A sinfonia do silêncio
amanheceu na retina da noite,
violou meus sentidos,
adormecidos...
cansados do ruidos da vida,
do seu açoite.
De quimeras...
cansada.
A voz do silêncio
acalantou meu coração,
acomodou meus ais,
num doce abraço,
de silêncios ocos
de palavras mudas,
de marcas transpassadas.
Isiara Caruso
15/11/02
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